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OAB/DF lança campanha contra soltura de rojões e fogos de artifício com barulho

Iniciativa tem como objetivo ressaltar impactos dos artefatos em animais e pessoas com sensibilidade auditiva


A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) lançou a terceira edição da campanha “Diga não aos rojões e fogos de artifício com barulho”. A medida tem como objetivo conscientizar a população sobre os impactos negativos causados pelos artefatos - populares em festas de Ano Novo - em certos grupos.

Isso porque o barulho dos fogos de artifício pode prejudicar pessoas com sensibilidade auditiva, sobretudo àqueles com transtorno do espectro autista (TEA). Segundo Fernando Martins, pediatra especialista em psiquiatria da infância e adolescência, o som dos fogos pode provocar uma crise nessas pessoas, resultando em quadros de agressividade.


“Há queixa frequente de pacientes que regrediram em sua interação social, desencadearam ansiedade, estereotipias (movimentos repetitivos), autoagressão e pânico em lugares com sons altos, principalmente em épocas festivas. Precisamos de uma melhor conscientização, fiscalização e punição para a soltura de rojões e fogos de artifício com barulho”, contou Martins.


O terror gerado pelos estrondos de fogos e rojões também atinge os animais, que, no desespero para fugir do local, acabam se machucando ou sendo atropelados. Em outros casos, o pânico é tão grave que leva animais domésticos e silvestres a sofrerem parada cardiorrespiratória, causando o óbito.


“O estresse causado pelo barulho súbito e intenso pode desencadear respostas físicas e comportamentais preocupantes. A exposição repetida a esses eventos festivos pode resultar em efeitos a longo prazo no bem-estar mental dos animais, como comportamentos alterados, distúrbios de sono e ansiedade crônica”, explicou a veterinária Adriana Saltoris.


No Brasil, a soltura de fogos de artifício com barulho é proibido em algumas cidades. É o caso de Macapá, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. No Recife, uma lei proíbe fogos com poluição sonora em eventos públicos.


Para tutores de cachorro, a OAB/DF separou as seguintes dicas para proteger os pets em dia de fogos:


- Não deixar o animal preso a correntes, isso pode causar até enforcamento, como em muitos casos acontece quando o bichinho se enrola na própria corrente ou tenta pular o muro;


- Não deixar o animal em ambientes com janelas abertas, mesmo tendo grades. O animal pode tentar pular e acabar caindo ou ficando preso na grade;


- Sempre deixe seu animal com coleira e plaquinha de identificação contendo o nome do pet e o contato do tutor. Se mesmo com todos os cuidados ainda ocorrer uma fuga, a identificação poderá ser decisiva para que o tutor recupere o seu bichinho.


- Não deixar o animal sozinho e trancado durante os estrondos, isso só reforça o medo e a associação do barulho a algo ruim. Há também o risco de o animal passar mal sem ninguém no ambiente para socorrê-lo;


- Pode-se minimizar o pânico criando um ambiente seguro com caixas e tocas;


- Jamais brigue com o animal, ele não tem culpa de sentir medo. Invés disso, ofereça carinho e petiscos para que ele associe o barulho a algo bom;


- Hoje em dia há playlists musicais direcionadas aos animais e apropriadas para a audição aguçada deles, para amenizar esse momento de tensão. É recomendável que durante esses episódios, os tutores deixem o som mais em evidência para que camufle, o máximo possível, os sons de fora. Se não for possível, pelo menos deixar o som da tv mais alto para ele não se prender somente ao som da rua;


- Não deixar portas e janelas abertas que possibilitem acesso à rua. Muitos animais fogem e acabam se perdendo, sendo atropelados e ficando vulneráveis a todo tipo de perigo da rua;


- Em casos de acidente ou mal-estar mais acentuado, levar o animal imediatamente ao veterinário.


Por SBT NEWS



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